Onde estão os problemas dela que sumiram? Ela acredita piamente que não tem problemas e sim pedrinhas na sandália. Ela é assim, leve, lisa e solta e acha que tudo é fútil. Não é para menos. Ela mora em um País onde Artistas são desconhecidos e qualquer um se torna Ilustre se optarem por um espaço curto de tempo, viver em um confinamento assistido. O preço está na etiqueta, no carro, no sofá que ela senta. Já aprendeu à não questionar mais, enjoou e se sente mais velha, com menos disposição e saco para tudo e todos. Certamente não odeia a Vida, muito pelo contrário, inté tem medo de morrer! Mas acha pouco demais o cardápio do dia. Tem salmão na geladeira e preguiça para descongelar, o miojo é rápido e alcança rapidamente seu objetivo, sem delongas. Ela não fala do prato feito e sim do resultado da semente, do plantio e do cultivo. Da cara suada e queimada do sol, do esforço e da recompensa. Fala do carregador de caixas e do motorista do caminhão. Da fila do supermercado e da cara desesperançada da atendente.
Da nota na mão. Do que ela fala então?
Fala da espécie, nome chique dada ao dinheiro, “em espécie”... Tem outro nome também, Mamom. Dizem que é um deus que exige fidelidade, entrega. Como subordinados, ele inspira o próximo sonho ou a falta dele. Ela ri, senta com tolos e se vê na Idade Média, onde bocas abertas riem do nada, da desgraça, o bocejo da sesta...
No entanto, está desarmada e se sente bem com a rotina. Pede calma e sossego. Pede mais tempo para envelhecer mas sabe que nunca vai crescer. Sempre vai querer pular amarelinha, voltar e olhar para a Mãe. Sabe o quanto é precioso o simples, não quer desafios mas aprendeu à lidar melhor com as mudanças. Talvez ela tenha crescido e abandone de vez os corretivos faciais. Talvez ela mude e queira sentir o cheiro da espécie. Pode até ser.
Mesmo assim, o valor para ela sempre estará na semente.
Da nota na mão. Do que ela fala então?
Fala da espécie, nome chique dada ao dinheiro, “em espécie”... Tem outro nome também, Mamom. Dizem que é um deus que exige fidelidade, entrega. Como subordinados, ele inspira o próximo sonho ou a falta dele. Ela ri, senta com tolos e se vê na Idade Média, onde bocas abertas riem do nada, da desgraça, o bocejo da sesta...
No entanto, está desarmada e se sente bem com a rotina. Pede calma e sossego. Pede mais tempo para envelhecer mas sabe que nunca vai crescer. Sempre vai querer pular amarelinha, voltar e olhar para a Mãe. Sabe o quanto é precioso o simples, não quer desafios mas aprendeu à lidar melhor com as mudanças. Talvez ela tenha crescido e abandone de vez os corretivos faciais. Talvez ela mude e queira sentir o cheiro da espécie. Pode até ser.
Mesmo assim, o valor para ela sempre estará na semente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário